Cirurgia no fígado: quando ela é indicada?
A cirurgia no fígado ainda é um assunto que gera dúvida entre as pessoas, em especial em relação a como é cada procedimento.
Mas, se você vai passar por essa intervenção, é vital entender melhor sobre esse assunto, até mesmo para se sentir mais seguro.
Então, se você quer saber como é a cirurgia no fígado, bem como outros assuntos relacionados, é só continuar nesse artigo que iremos falar tudo a respeito. Confira!
Quais são as principais doenças do fígado?
Há uma série de doenças que podem afetar o fígado e, muitas das vezes, são doenças bem perigosas. E isso acontece devido ao fato de serem doenças silenciosas.
Ou seja, como não apresentam sinais muito claros, pode fazer com que o paciente demore até procurar ajuda médica.
Então, na grande maioria das vezes, descobre-se o problema apenas quando a doença já está em um estado mais avançado.
Mas, em relação às principais patologias que podem afetar esse órgão, podemos citar os seguintes:
- Hepatite viral;
- Cirrose;
- Fibrose;
- Insuficiência hepática;
- Doenças hepáticas tóxicas;
- Câncer.
É interessante citar que a cirurgia no fígado não é sempre o primeiro tratamento que o médico cogita. Na verdade, há vezes em que se pode resolver o problema de outra forma.
Quando a cirurgia no fígado é a melhor alternativa?
A cirurgia se torna uma opção quando ocorre a evolução no nível de gravidade de uma determinada doença no fígado.
Nesse caso, a depender dos exames que o médico irá fazer, pode ser sim que a intervenção cirúrgica seja o melhor tratamento. Mas, dentre as principais patologias que requerem a cirurgia, podemos citar:
Cirrose
A cirrose nada mais é que quando ocorre a formação de nódulos e de fibrose no fígado. Nesse caso, as células do órgão se destroem, fazendo com que ele pare de funcionar.
A principal causa dessa doença é o excesso de álcool, mas também pode ocorrer pelo agravamento da hepatite B, C ou tóxica.
No entanto, em relação aos sintomas dessa patologia, varia de acordo com o seu estágio, sendo os mais recorrentes os seguintes:
- Queda de pelos;
- Mal-estar;
- Fraqueza muscular;
- Olhos amarelados;
- Inchaço abdominal;
- Pressão arterial alterada;
- Encefalopatia;
- Coma.
Pacientes com cirrose podem receber o tratamento medicamento, mas, na maior parte das vezes, atua apenas como um paliativo. Ou seja, apenas controla o avanço da doença.
No entanto, para poder ter a cura completa, deve-se fazer a cirurgia no fígado, onde se remove o órgão doente e um novo é transplantado.
Câncer de fígado
No Brasil, esse não é o câncer de maior incidência, mas ainda assim há diagnósticos da doença. Contudo, o câncer se divide em dois:
- Tumor primário;
- Tumor secundário.
Os tumores primários são aqueles que têm origem no fígado. Já os secundários são as metástases, que tiveram início em outros órgãos.
O carcinoma hepatocelular é o tipo de câncer que se desenvolve nas células hepáticas, sendo a forma mais recorrente do tumor maligno que acomete o fígado. Além desse, existem os seguintes tipos:
- Colangiocarcinoma: afeta as vias biliares;
- Angiossarcoma: atinge os vasos sanguíneos do órgão;
- Hepatoblastoma: acomete as crianças.
Em todos esses casos, a melhor opção de tratamento envolve a intervenção cirúrgica, no caso de a doença já estar avançada.
Mas, quando o diagnóstico é precoce e ainda se preserva a função hepática, o médico pode indicar a remoção do tumor e de apenas parte do fígado. Entretanto, os casos mais graves requerem o transplante de fígado
Quais são os tipos de cirurgia no fígado?
A cirurgia é o melhor tratamento para uma série de problemas no fígado, no entanto, a verdade é que podem ser realizadas diferentes técnicas para curar a doença.
O médico deve avaliar o estado clínico de cada paciente e, com base nisso, ele deve escolher uma das seguintes cirurgias no fígado:
Hepatectomia parcial
É a remoção parcial de parte do fígado, a qual só deve ser feita quando o paciente estiver em um bom estado de saúde.
Mas, infelizmente, a verdade é que na grande maioria das vezes não é possível remover o câncer por completo.
Isso acontece porque a maioria dos cânceres de fígado ele já se disseminou, ficando muito grande e ocupando outras áreas do fígado.
Hepatectomia total
Esse é um procedimento feito em casos de transplantes de fígado, o qual consiste na remoção total do órgão, onde é preciso substituir por um outro.
Nesse caso, o doador pode ser uma pessoa que teve morte encefálica ou mesmo de uma parte de outro, proveniente de um doador vivo.
Hepatectomia direita
Nada mais é do que a cirurgia no fígado em que se remove o lobo direito do fígado.
Hepatectomia esquerda
Trata-se de quando é preciso remover apenas o lobo esquerdo do órgão.
Segmentectomia
Remoção de apenas um segmento do fígado.
Trisegmentectomia direita
É quando se remove o lobo direito e a metade medial do lobo esquerdo.
Lobectomia lateral esquerda
É quando se remove os segmentos 2 e 3, os quais correspondem à metade lateral do lobo esquerdo, também feito por cirurgia.
No entanto, nesse caso, é possível fazer tanto por via aberta, por meio de uma incisão na parte superior do abdômen, quanto por meio da laparoscópica ou robótica, que são duas técnicas menos invasivas.
É possível viver sem uma parte do fígado?
Uma dúvida bem comum do pós-operatório é se uma pessoa consegue viver sem uma parte do fígado, e a resposta é sim.
Isso acontece porque o fígado é capaz de se regenerar. Sendo assim, ao fazer a remoção parcial, ele já começa o processo de recuperação, multiplicando as suas células.
Então, independente da idade do paciente que passou pela cirurgia no fígado, ela consegue sobreviver sem riscos.
Inclusive, pacientes com fígado normal e que estão com um bom estado de saúde, o médico pode fazer a remoção de até 80% do fígado.
Afinal, os 20% que irão restar serão capazes de hipertrofiar e regenerar. Agora, em relação aos pacientes com cirrose, a quantidade de fígado que pode remover é menor, por volta de 60%.
E isso acontece devido ao fato de a capacidade de se regenerar já ter sido afetada. Por isso que, na maior parte dos casos, o transplante é a melhor alternativa.
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Post Original Dr. Thiago Tredicci
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